Corria lá pela aldeia, ditado que Deus
mantenha: “A quem Deus quer ajudar, o vento lhe apanha a lenha”.
Certa velha preguiçosa que nessa aldeia
morava, ouviu, gostou da sentença e nela se sentenciava.
Não queria saber se merecia ou não que Deus
a ajudasse, foi à lenha para o monte e disse ao vento que lhe a apanhasse.
Ora o vento ao que parece tinha lá seu
pensamento, em vez de juntar, espalha-a, no que demonstrava ser o vento.
E a preguiçosa da velha o sol de inverno lhe
valha, voltou para casa à noitinha sem trazer uma navalha.
Já se vê não fez fogueira naquela noite de
invernia, e sentada à lareira quase de frio morria.
No outro dia lá volta ela ao monte, mas
lembrando da lição, não diz ao vento que lhe a junte, junta por sua mão.
E diz a velha depois de consolada ao
borralho:
- O vento que Deus ajuda? Mais seguro é o
trabalho.
Moral; “Quem quer, faz. Quem não quer, manda”.
Direitos autorais: Esta obra, ou parte dela, pode ser reproduzida, desde que citada a fonte de origem.
Que lindo. Parece as historinhas que meu pai contava quando eu era criança.
ResponderExcluirGostei. Foi todo escrito na forma de rima e verso.
ResponderExcluirLindo...
ResponderExcluirLindo
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQue trabalho lindo! Parabéns!
ResponderExcluirlindo
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ResponderExcluira
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ExcluirLindo
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