Era uma vez... Um príncipe que nunca
tivera uma hora feliz. Em busca da felicidade já fizera de tudo. Fora músico,
bailarino, praticara todos os esportes, mas nada o fazia se sentiu feliz.
Por conselho do rei foi conversar com
um velho dervixe. Este senhor disse-lhe que era muito difícil encontrar a
felicidade neste mundo.
- Eu conheço um meio infalível de
achá-la - disse o velho.
- Qual é? - perguntou o príncipe.
- É... - respondeu o dervixe - vestir a
camisa de um homem feliz.
O príncipe abraçou o velho, despediu-se
e foi em cata de seu talismã. Percorreu países e mais países, visitou todas as
capitais da terra. Experimentou camisas de reis, imperadores, príncipes,
fidalgos, de sábios, escritores e não se sentia feliz. Experimentou ainda,
camisas de artistas, pintores, guerreiros, negociantes, médicos, mas não
se sentia feliz.
- A felicidade na vida real não existe
- pensava o príncipe. - Ela só existe mesmo em romances.
O príncipe decidiu fazer o caminho de
volta sem ter encontrado a felicidade. Agora perdera também a esperança de a
encontrar.
Um dia, já a chegar às terras de
seu pai, viu num campo um pobre lavrador que cantava alegremente enquanto
guiava a charrua:
- “Deito as sementes à terra.
A terra que me dá o pão.
A terra por mim tratada.
E com lágrimas regada.
Terra do meu coração”.
Seu corpo brilhava, enquanto o suor
escorria pelo peito tostado pelo sol.
E o príncipe pensou:
- Acolá anda um homem que parece ter
encontrado a felicidade - e para ele se dirigiu.
Ao chegar, o príncipe saudou o homem e
este respondeu:
- Óóuu. - Esta interjeição era usada para parar a
junta de bois.
E o homem falou:
E o homem falou:
- Seja bem vindo senhor! O que o traz
às minhas terras?
Rapidamente o príncipe perguntou:
- Ora diz-me cá: tu és feliz?
- Sou - respondeu o velho.
- Tu não desejas nada mais?
- Absolutamente nada - afirmou o velho.
- Então, por favor, vende-me a tua
camisa.
- A minha camisa!? - pergunta o velho
admirado. - É coisa que eu nunca tive!
Moral:
“Não precisa ser rico ou ser pobre para ser feliz. Basta se contentar com aquilo que tem. A
felicidade é um estado de espírito”.
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